Archive for the Generico Category

Resenhas de CDs

Posted in Generico with tags on February 17, 2011 by Chefe

Hail Headbanguers do Metal Militia!

Quem me conhece sabe que não sou muito fã de fazer resenhas, afinal gosto é que nem cú e cada um tem o seu. Tabalhando aqui na radio então fica mais sem sentido, pra que comentar se posso por pra ouvir as músicas.

De qualquer forma lancei no meu facebook uma mini resenha dos albuns que for ouvindo agora em 2011. Quem quiser comentar ou ver é só me add lá (estou como Alexandre Catafesta – meu nome) e sentar o verbo!

Nos vemos lá

Chefe

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Eleições do Metal

Posted in Generico with tags on January 19, 2011 by Chefe

Hail Headbanguers do Metal Militia!

Inicio de ano é sempre aquela coisa, a expectativa pelos shows que estão por vir, bandas prometendo lançamento de novos albuns, outras prometendo algum reunion ou então anunciando sua aposentadoria (esse ano é a vez do Judas, ano passado foi o Scorpions), novas surgem, projetos paralelos de músicos famosos e etc.

Mas o que eu realmente queria comentar é a respeito das eleições dos melhores do ano que começam a pipocar nessa epoca, principalmente agora que a internet surgiu e elas se tornaram quase que uma obrigação em qualquer midia dedicada ao nosso Heavy Metal (incluindo nossa radio Metal Militia no seu ultimo programa de 2010).

Quem foi o melhor instrumentista, qual melhor lançamento internacional, qual o melhor nacional, qual a melhor banda, quem fez o melhor show, qual a melhor capa de album… enfim são milhares de categorias, que dariam até uma olimpiadas. Mas o ponto é, qual a real necessidade dessa competição ou eleição?

Certa vez li uma entrevista com Alex Webster (Baixista do Cannibal Corpse) que falou que “música não é como olimpiadas, não há disputapor medalhas ou coisa do egnero”. Reflexão da qual concordo plenamente. Como exemplo tivemos no ano passado o lançamento de dois albuns fodasticos de Thrash Metal, Exodus – Exhibit B… e o Sodom – War and Pieces. Os dois são muito bons e não vejo necessidade de apontar um ou o outro como melhor. Ouço os dois e pronto!

Claro que por outro lado existe o lado do ser humano de sempre competir em qualquer coisa, sem contar o lado comercial que penso ser o que mais alimente esse tipo de disputa. Tanto para os selos como para as próprias bandas é um grande negocio ter seus musicas ou albuns indicados como os melhores do mundo/Brasil naquele ano ou decada, afinal acaba por ser uma indicação para aqueles que não conhecem o trabalho da banda irem atras.

Enfim, acredito que cabe a nós banguers sabermos usar essas eleições da melhor forma possível, sem levar muito a sério, visto que cada um tem seu gosto pessoal e por isso cabe a cada um elencar seus favoritos.

abraço,
Chefe

Faces of Hate Web Comp. 3 – Inscrições Abertas

Posted in Generico with tags , , on January 11, 2011 by Chefe

Hail Headbanguers do Metal Militia!

Segue acima o banner de divulgação do volume 3 da compilação do selo curitibano Torn Hate.

Pra quem tem banda vale muito a pena a participação, uma vez que o selo é 100% confiavel e o valor é simbólico, basi

abraço,
Chefe

Natal Black Metal

Posted in Generico with tags , , , , , , on January 4, 2011 by Chefe

Hail Headbanguers do Metal Militia!

Volto agora em 2011 aqui no blog com uma matéria que li no final do ano passado que achei bem interessante, apesar de antiga, que foi publicada pela revista Revolver Magazine e traduzida pelo Whiplash (M. Mortifer).

A revista entrevista 3 importantes membros da cena Black Metal, Nergal do Black Metal quase Death do Behemoth, Shagrath com o Black Metal Melodico do Dimmu Borgir e o Dani Filth do sempre polemico Cradle of Filth, a respeito do Natal!

Achei legal porque mesmo eles sendo ícones do estilo anti-cristão mostram que acabam por terem de se adaptar a essa tradição por causa de suas famílias, filhos e etc. Muito de nós banguers acabamos por ser mais “trues” que os próprios caras que fazem a cena… seriam eles posers ou nós (generalizando) que somos malas mesmos? hehehe

Dani Filth do CRADLE OF FILTH, Nergal do BEHEMOTH e Shagrath do DIMMU BORGIR falaram sobre o Natal em matéria publicada na edição de janeiro de 2008 da revista Revolver Magazine.

Matéria original de Jon Wiederhorn

O inverno é chato. As contas dos aquecedores são caras, tirar neve com a pá é um saco, e o pior é tentar ligar seu carro quando a temperatura está 10º abaixo de zero. Contudo, a cada ano quando dezembro começa, a febre do Natal acomete, e não importa quão frio está lá fora, hordas de pessoas deleitam-se em deixar seus lares e vão comprar presentes para o feriado. Eles ainda rezam pela neve.

Entretanto, há aqueles – além de Ebenezer Scrooge e Grinch – para quem o Natal é algo para resistir mais do que apreciar. Para muitos black metallists, colocar uma árvore de Natal no fogo provocaria de longe mais satisfação do que decorá-la. Afinal, o Black Metal denuncia os preceitos da cristandade e abraça tanto o culto à natureza do paganismo como os prazeres auto-indulgentes do Satanismo. Ou seja, comemorar o nascimento do senhor Jesus não está em sua agenda.

Mas os adeptos do Black Metal têm famílias, também, e apenas porque você dedicou sua vida a lutar contra as mentiras infernais da cristandade, não significa que os seus pais, os seus irmãos, e os seus filhos fizeram o mesmo. Nergal do BEHEMOTH, Shagrath do DIMMU BORGIR, e Dani Filth do Cradle Of Filth têm gastado muito com presentes de Natal – e discutindo – com membros da família, e você pode apostar que muitos outros guerreiros do Black Metal, famosos ou anônimos, recolhem-se relutantemente em volta de uma mesa, bem vestidos, sem corpse paint e spikes, quando chega 25 de dezembro e repartem algum tender e eggnog (nota do tradutor: Eggnog é uma tradicional bebida norte-americana, servida na ceia de Natal. Tradicionalmente, o eggnog é uma combinação de brandy, leite, ovo e açúcar, servido com uma pitada de noz moscada).

Assim, em um esforço para descobrir o que verdadeiramente significa o Natal para um black metallist, nós pedimos que os artistas acima mencionados participassem de uma discussão, numa mesa redonda, sobre o feriado, e para conjurar os fantasmas de seus próprios Natais passados. Algumas coisas do que disseram foram surpreendentes. Naturalmente, o Black Metal é totalmente sobre expectativas frustradas e repudia as convenções, mas quem poderia supor que a música do Cradle Of Filth provém na maior parte do amor, Shagrath é um fã do BLACK LABEL SOCIETY, e Nergal tem um senso de humor?

REVOLVER: A maioria das pessoas da América do Norte e na Europa ama o Natal. O que vocês pensam sobre o feriado, que traz a alegria para muitos?

NERGAL: Eu faço tudo o que eu posso para evitá-lo. Nós estaremos excursionando na Austrália e na Nova Zelândia em dezembro (Nota do tradutor: essa matéria foi originalmente publicada em 2008), e eu estou programando meu vôo de volta no início de janeiro, então, eu não estarei na Polônia durante o Natal. Todos lá, apenas os anormais estão fora, e para mim, como um estranho, é deprimente. Há estas duas semanas em que todos tentam ser agradáveis uns com os outros. Bem, e no resto do ano?

SHAGRATH: Eu não gosto da pressão. Há esta pressão de comprar presentes para sua família. Você termina fazendo todas as suas compras um dia antes do Natal, e é quando as lojas estão superlotadas.

DANI FILTH: Eu penso ligeiramente diferente. Eu concordo com o que você está dizendo, Nergal, sobre os princípios hipócritas de cristandade, mas eu gosto do Natal porque eu estou em excursão a maior parte do ano, e é uma oportunidade de relaxar pela primeira vez e passar algum tempo com a minha esposa e filha.

Vocês têm uma árvore?

FILTH: É claro. E é geralmente preta.

SHAGRATH: Eu tenho filhos, também, e naturalmente você tem que comprar presentes para as suas crianças.

NERGAL: Talvez se eu tivesse uma família seria diferente. Mas você tem que saber que a árvore de Natal vem do paganismo. Como a maioria destes princípios cristãos, foi roubada quando os cristãos estavam tomando todos estes países e culturas. Era uma maneira de enganar as pessoas fazendo coisas novas parecerem familiares.

E Papai Noel vem do paganismo também?

FILTH: Eu penso que há alguns aspectos de lá, mas eu sempre pensei que “Santa” era apenas um anagrama de “Satan.”

NERGAL: Fazendo trocadilho com as palavras, em vez de dizer “Merry Christmas,” eu gosto de dizer “Merry Christless.”

Vocês lembram-se do seu pior Natal?

NERGAL: Aproximadamente há 10 anos quando eu visitava os meus pais, e depois que eu entrei no quarto, após 20 minutos apenas, eu e meu pai iniciamos uma briga. Nós supomos estarmos realmente próximos uns dos outros nesse dia, mas não muda nada. As pessoas são quem elas são.

FILTH: Uma das minhas lembranças mais marcantes do Natal foi quando minha mãe me deu “Reign in Blood” do Slayer e “Darkness Descends” do DARK ANGEL. Então, é claro, houve consequências… “Abaixe o volume!!”

SHAGRATH: Minha pior lembrança de Natal foi há oito anos, quando nós estávamos em excursão. Eu estava em algum país que era realmente uma b****. Eu dormi o dia inteiro e tive um jantar terrível em um restaurante muito ruim no hotel.

Como pode ser ruim um dia que se supõe gerar a fraternidade e boas alegrias?

FILTH: Bem, não pode ser de todo ruim os soldados alemães e ingleses pararem o bombardeio nas trincheiras durante a I Guerra Mundial, para jogarem futebol, porque é Natal. (nota do tradutor: Dani Filth se refere a um fato histórico que ocorreu no dia de Natal durante a I Guerra, em dezembro de 1914. Os soldados alemães, franceses e escoceses, por conta própria, suspenderam o bombardeio e fizeram uma confraternização. Quem tiver interesse, indico o filme “Joyeux Noël” (2005) que trata desse episódio).

SHAGRATH: Eu justamente penso que o Natal é sobre promessas falsas, e que isso é estúpido.

Quando vocês perderam a crença no Natal?

NERGAL: Perdeu o significado para mim quando eu tinha 14 anos, quando eu comecei a escutar metal pesado. Tornou-se mais importante sentar-se em meu quarto e comemorar esta música e não fazer apenas o que a tradição me disse. Foi assim que eu parei de ser um seguidor.

SHAGRATH: Logo muito cedo, eu decidi que o Natal não era para mim. Todos os valores cristãos em torno dele são muito errados.

FILTH: Eu não quero denunciar o Natal numa revista, porque minha filha a lerá. E se ela parar de acreditar no Papai Noel, ela vai parar de acreditar em vampiros e em lobisomens.

Vocês nunca vandalizaram decorações de Natal das pessoas?

SHAGRATH: Sim. Quando nós éramos crianças, nós destruíamos árvores de Natal batendo nelas ou removendo as suas luzes. Coisas estúpidas como essas.

FILTH: Em nossa vizinhança, um homem vestido como Papai Noel vinha num trenó como parte de um movimento organizado de caridade. Então, nós nos escondíamos e jogávamos pedras nele para tentar quebrar as suas luzes.

O quê os fãs de Black Metal deveriam fazer na Noite de Natal para mostrar sua fidelidade à escuridão?

FILTH: Eles deveriam escutar “No Presents for Christmas” de King Diamond.

NERGAL: Não é sobre o quê os fãs de Black Metal deveriam fazer no Natal. As pessoas deveriam fazer o que elas sentem, independentemente de quem elas sejam. É sobre isso que o metal trata.

O Natal simboliza o nascimento de Cristo. A humanidade estaria em melhor situação se Cristo nunca tivesse nascido, ou eles transformariam alguma outra pessoa em um mártir e chamá-lo-iam de o “filho do deus”?

FILTH: Eu tenho certeza de que encontrariam alguma outra pessoa para atuar como um símbolo de sua salvação. Se fosse hoje em dia, eu penso que Cristo poderia ser Paris Hilton.

SHAGRATH: É claro que nós estaríamos em melhor situação sem o nascimento de Cristo, porque o que quer que ele simbolize é apenas excremento.

NERGAL: Bem, talvez se Jesus tivesse conhecimento do que estava para acontecer, nunca teria deixado aqueles indivíduos crucificá-lo. Mas se não fosse por Cristo, eu não estaria sentando aqui, conversando com você. É o que nos dá razão suficiente para fazer esta música furiosa.

Nergal, você disse que o BEHEMOTH está enraizado no ódio. É a mesma coisa com o Cradle Of Filth e com o DIMMU BORGIR?

SHAGRATH: Há muitos sentimentos diferentes. Não é apenas o ódio.

FILTH: Para não soar gay ou o qualquer outra coisa, eu penso atualmente que a verdadeira essência de nossa música é o amor. Muitas bandas nórdicas dizem, “oh, nós somos puro ódio”. Mas eles não estão odiando realmente o que estão fazendo, estão? Eles amam o que estão fazendo. E eu amo e absorvo-me em tudo o que cerca nossa banda.

Obviamente, vocês todos foram influenciados pelo Black Metal, mas vocês classificam suas próprias bandas nesse gênero?

SHAGRATH: O Dimmu nunca foi uma banda tradicional de Black Metal. Nós somos muito mais do que isso, então, é errado classificar-nos como Black Metal puro. Nós fazemos música extrema, usamos corpse paint, e temos uma imagem forte. Nesse sentido nós podemos ser associados à cena Black Metal. Contudo, a nossa música é muito mais.

FILTH: Em sua ideologia, eu poderia chamar o Cradle de Black Metal. Como o centro principal de nosso sistema de opinião, desde que começamos. Mas para nós, os melhor seria ser uma banda como o Iron Maiden que está numa categoria à parte. Ninguém os chama de “a banda de New-Wave-of-British-Heavy-Metal IRON MAIDEN”. As definições realmente existem apenas para as pessoas que compram revistas ou CDs nas prateleiras de lojas.

NERGAL: Eu concordo bastante, mas por outro lado, você deve nos perguntar o que o Black Metal é realmente. Para mim, os primeiros álbuns do DANZIG, do MERCYFUL FAITH, e do DARKTHRONE são todos de Black Metal. Mas estas três bandas são totalmente diferentes.

FILTH: É mais sobre a mentalidade, mas com o passar do tempo as pessoas tentaram rotular, o mercado. Quando a coisa norueguesa explodiu, foi aumentada pelos incêndios de igrejas e pelo assassinato de Øystein “Euronymous” Aarseth do MAYHEM pelo líder do Burzum Varg “Count Grishnackh” Vikernes. Foi isso que todos viram ao redor do mundo, tão imediatamente, porque isso foi a definição mais popular, que se tornou a definição. Mas eu recordo quando o primeiro álbum do MAYHEM, Deathcrush, saiu, as pessoas disseram: “isto é uma merda. É o pior Thrash Metal que eu já ouvi.” Então tudo aconteceu, e ele foi de “anonymous” a Euronymous.

SHAGRATH: Foi Euronymous, de fato, que me mostrou o álbum Deathcrush. Eu quis comprá-lo de sua loja, Helvete [“inferno”], mas não pude. Era uma edição limitada. Eu nunca fiz parte do aspecto criminoso dessa cena, mas eu gostava da música.

Para garotos que nunca tiveram contato com o metal extremo, as primeiras gravações do MAYHEM, DARKTHRONE, Burzum, e EMPEROR foram reveladoras, desse modo, não é natural que considerem esse material a essência do Black Metal e quererem tudo que soa similar?

FILTH: Eu penso que todos apenas tentam copiar seu primeiro momento perfeito – como seu primeiro beijo ou seu primeiro presente de Natal. É pura nostalgia. Mas você não pode viver de nostalgia, porque é apenas um momento congelado no tempo, e o que quer que você faça, você nunca poderá reproduzi-lo inteiramente. Para mim, SODOM e BATHORY são Black Metal verdadeiro, mas se você tocar isso para os garotos de hoje, eles não querem isso, porque eles não participaram do ritual que foi tão importante para nós.

Qual foi o seu primeiro contato com o Black Metal?

FILTH: Eu ouvi “Don’t Break the Oath” do MERCYFUL FAITH quando eu tinha 13 anos, e eu senti como se eu estivesse escutando fantasmas capturados no vinil. Eu fiquei exaltado, porque parecia com algo que eu estava procurando. Eu cresci em um “condado de bruxa,” assim realizava-se mais de um Halloween por ano. As pessoas vinham à nossa cidade tentar encontrar as sepulturas de Matthew Hopkins, do general “Witchfinder,” e dos mártires cristãos que foram queimados. Nós sentíamos essa vibração, mas você nunca poderia indicá-la. Então, eu estava escutando a horrível música pop dos anos 80 como ULTRAVOX, que eu pensava que era dark. E então alguém me mostrou o metal, e eu pensei, “c****!, isso é legal.” Duas ou três semanas mais tarde eu conseguiu ouvir “Don’t Break the Oath”, isso foi o que desencadeou tudo.

NERGAL: Quando eu tinha 10 anos, eu estava começando no metal, e eu lembro-me que o amigo do meu irmão disse, “Ei, eu tenho este disco gravado por Satã. É uma missa negra.” Eu fiquei assustado quando ele o colocou para tocar, e era a introdução “A Dangerous Meeting,” e a primeira canção “Don’t Break the Oath”. Ele nunca disse que banda era, e quando eu comprei o disco anos depois, toda a memória voltou. Então eu comecei com o VENOM quando tinha 12 anos, depois DESTRUCTION, SODOM, e BATHORY.

SHAGRATH: Para mim, começou quando eu era uma criança com bandas como o Kiss, o W.A.S.P., e TWISTED SISTER, que sempre tiverem uma imagem forte. Então eu comecei a prestar atenção às bandas como BATHORY, CELTIC FROST, e VENOM. Eu não gostei muito da música do VENOM, mas a imagem e as letras eram realmente fascinantes.

Parece que o Black Metal tem penetrado na cultura “mainstream” durante os últimos anos. Há até mesmo um estilista no Brasil, Alexandre Herchcovitch, que lançou uma linha masculina com modelos utilizando corpse paint.

SHAGRATH: Isso é estranho. Eu sei que o Black Metal se tornou muito mais popular nos últimos anos, mas isso é novidade para mim.

FILTH: Eu acho muito estranho que ele não tenha entrado mais na cultura de massa. Na Grã Bretanha, nós fomos convidados para estar na televisão, mas o mais próximo que você consegue na América é o Metalocalypse, que é um desenho animado sobre a banda ideal que eu vejo todo dia de minha vida quando eu estou em excursão. Assim, você tem conseguido uma nação inteira capitalizando uma idéia, e eles estão ignorando as bandas que realmente estão fazendo algo sem esse aspecto da comédia.

Frank Zappa perguntou uma vez, “há humor na música?” Há humor no Black Metal?

SHAGRATH: Realmente não, porque é um tipo de música que deve ser levada a sério. Mas há muitas pessoas que não são sérias neste negócio e que vêm provavelmente há um bom tempo divertindo-se muito com ele. Não há nada engraçado nele. É um modo de vida.

FILTH: Bem, eu penso que há um humor na vida quotidiana. Às vezes as pessoas dizem, “oh, você são uma banda cômica,” porque nas entrevistas nós às vezes apenas agimos como nós mesmos. Mas não há nenhum humor ou comédia em nossas letras ou em nossa música. É que apenas algumas bandas tomam-se a si tão seriamente que vão esclarecer aos seus próprios traseiros a esquecer de como se rir.

NERGAL: Nós temos uma mensagem séria. Eu sou uma pessoa séria. Mas eu concordo que às vezes é bom ser pateta e fazer gracejos. É isso que nós fazemos quando lançamos um DVD. Um DVD é um show nosso que é muito sério, e, então, o outro DVD é como o Jackass do Black Metal.

A cena Black Metal tornou-se forte ou tornou-se auto-paródia?

SHAGRATH: Tornou-se ridícula. Eu penso que há somente algumas bandas de qualidade que permaneceram na cena. WATAIN e a CARPATHIAN FOREST são boas, e o DARKTHRONE, MAYHEM, e SATYRICON ainda estão fazendo uma música forte. Mas eu não presto mais atenção a esse gênero de música. Eu estou muito mais interessado na música Rock And Roll como os CARBURETORS e BLACK LABEL SOCIETY.

NERGAL: Eu vejo uma nova esperança aqui e acolá. DEATHSPELL OMEGA da França é recente, original, e muito séria, e eu também gosto da WATAIN. Mas há muito poucas bandas boas que restaram.

FILTH: Mas isso é bom. É como quando após uma guerra nuclear há alguns errantes que voltam à vida. Isso é o que me interessa. Eu não gosto de falatório antes da tempestade. Eu gosto do que acontece mais tarde.

Como vocês vêm o Black Metal desenvolvendo-se hoje?

SHAGRATH: Eu penso que é necessário ir mais ao underground. Muitas pessoas do Black Metal estão na cena underground e querem desaparecer um pouco mais porque estiveram nos “holofotes” durante um longo tempo.

FILTH: Eu penso que o ápice mesmo onde o Black Metal poderia chegar fosse num programa de Televisão, onde alguns artistas de Black Metal estivessem abandonados numa ilha na Austrália, e nós todos tivéssemos que nos virar, mas isso seria filmado e assistido por milhões. A música não participaria disso, naturalmente. Mas você veria se Atilla Csihar do MAYHEM poderia construir uma jangada para si próprio ou aprender a domesticar tartarugas marinhas. Essa é a única maneira que poderia tornar-se grande, e a ironia disso é que isso seria tão estúpido que apenas espelharia a televisão contemporânea em que as pessoas estão, hoje em dia, de qualquer modo, mais interessadas na vida de outras pessoas do que em sua própria vida.

Você seria um “Survivor” do Black Metal, Dani?

FILTH: Eu fui convidado para fazer um “Survivor”, mas eu estou na lista com uma dúzia de candidatos. Mas um “Survivor” do Black Metal? Eu penso que seria f**** divertido. Eu provavelmente não o faria, mas eu assistiria isso certamente.

Vamos falar sobre as rivalidades percebidas entre bandas modernas de Black Metal.

FILTH: Você quer dizer esse mito eterno sobre nós e DIMMU BORGIR? Todos querem que nos odiemos porque isso vende revistas. Eles têm sempre nos jogado contra os noruegueses porque nós estamos separados por uma distância de água. Ironicamente, nós sempre fomos amigos das bandas de lá.

SHAGRATH: A imprensa faz isso porque ambas as bandas são muito bem sucedidas em sua própria maneira. Então, algumas pessoas dizem que nós estamos tentando copiar o Cradle, e outras pessoas dizem que o Cradle tenta nos copiar. Mas nós somos totalmente diferentes.

NERGAL: Isso é o que está acontecendo conosco e a NILE atualmente. Alguns nos mandaram à m**** porque lançamos um disco no mesmo dia e porque nós fomos ao mesmo Ozzfest.

FILTH: Bem, tente não pôr uma imagem de Tutankhamon na capa de seu próximo álbum.

NERGAL: Mas nós somos amigos deles. A mesma coisa aconteceu na Polônia com o VADER.

Quando a mídia “mainstream” menciona o Black Metal, ou o Metal geralmente, ela está associando-os a tiroteios em escolas ou a algum outro tipo de violência. Isso ultimamente é prejudicial para o gênero?

NERGAL: Eu não acho que isso vai prejudicá-lo porque lhe traz algum reconhecimento. Qualquer coisa que divulgue seu nome para o exterior é bom.

SHAGRATH: Sim, mas você não pode alimentar esse aspecto. Para nós, é sobre a música. Não é sobre os aspectos criminosos.

FILTH: Além disso, que tipo do reconhecimento você quer? Eu quero vender outros 20.000 discos por causa disso e ter pessoas que eu conheço em minha família e na escola da minha filha sabendo como é que nós fazemos nosso dinheiro? Eu preferiria não ter dinheiro.

O que vocês diriam aos pais interessados que querem saber o que poderia possivelmente ser positivo sobre o Black Metal?

SHAGRATH: É um bom material, é música de qualidade, com músicos realmente bons. E é uma satisfação para a alma.

NERGAL: É um estímulo para a mente. Quando eu era pequeno, eu aprendi sobre o Egito escutando “Powerslave” do Iron Maiden. Vá procurar qualquer gênero de música que fala de muitos aspectos diferentes da cultura, história, mitologias, religiões, política… e ele está no Heavy Metal.

FILTH: Correto. O amor pode ser a mensagem mais importante, mas torna-se chato quando você escuta. Britney Spears vai tornando-se monótono canção após canção. Onde está a sabedoria nisso? O que está indo inspirar seu filho a sair e começar a usar o seu cérebro? Garotos com quem eu falo hoje e que escutam o Black Metal são mais informados do que a metade dos garotos que eu vi crescendo. Mais surdos, talvez, mas definitivamente mais espertos.

 abraço,
Chefe

Reveillon Heavy Metal

Posted in Generico with tags on December 30, 2010 by Chefe

Hail Headbanguers do Metal Militia!

Mais um ano se foi e aqui pra nós do Metal Militia e acredito que para muitos banguers podemos concluir que foi um bom ano.

Na Militia tivemos grandes realizações, audiência subindo, novos contatos e conhecendo sempre banguers e bandas boas. Se por acaso alguma vez não reconhecemos alguém nos desculpem, afinal são certa de 3 ou 4 rostos novos por semana e as vezes, com a ajuda do alcool, não lembramos hehehe.

Pro metal o ano foi bom, digamos assim, tivemos a morte do grande e unico Dio mas de qualquer forma o Metal foi em frente e acamos tendo bons lançamentos e novas bandas surgindo.

Enfim, sem rasgar mais a ceda, a todos um 2011 de muito metal com breja, vodka, caipirinhas, cachaças e afins!

Ano que vem estamos de volta!

abraço,
Chefe

Thiago Bianchi: “Levantem e mordam!”

Posted in Generico with tags , , , , on December 24, 2010 by Chefe

Hail Headbanguers do Metal Militia!

Com a pausa dos shows internacionais e o final de ano que da uma esfriada nos trabalhos, tanto da radio como no profissional, acaba aparecendo um tempo para escrever sobre o que tem acontecido na cena. Sendo assim não poderia deixar meu comentario sobre o artigo do vocalista do Shaman / Karma Thiago Bianchi (para ler clique aqui),escrito a algumas semanas.

Não irei comentar os erros de grafia ou concordância como alguns fizeram, o que me interessa é a parte em relação ao Metal Nacional. Também não farei a santa inquisição que alguns sites/banguers fizeram criticando ferozmente o manifesto do vocalista (como no site Collector’s Room que entendo não ser uma midia especializada, logo não entende o manifesto), acho o tema interessante e que vale o debate.

Vamos começar pelo obvio que é a carencia em que a cena nacional tem hoje. Bianchi foi extremamente feliz nesse ponto. A cena esta carente de banguers que valorizem o trabalho feito aqui mas o problema não é só esse, afinal como se não bastasse não valorizar muitos fazem questão de ser extremamente criticos ao ouvir ou ver uma banda nacional. Quando se ouve um Metallica ou Iron Maiden, por exemplo, existem só elogios mesmo com os ultimos fracos trabalhos mas ao tratar de bandas nacionais a critica é forte e muitas vezes desrespeitosa, bem como muitos comentários em resposta a esse manifesto.

Não sou daqueles que pregam um apoio incondicional a bandas e/ou eventos brazucas, mas sim um apoio mais racional sem preconceitos. Ouça o som da banda brasileira da mesma maneira que uma banda gringa, com os mesmos critérios e se gostar vá ao show, compre o cd a camiseta, etc. Se não gostar simplesmente apague o som do seu HD ou saia do myspace dos caras e pronto. Não entendo o motivo que alguns tem de falar para todos que tal banda é uma bosta, que a gravação é ruim ou que o guitarra toca mal pra caralho, por vezes soa até como inveja ou medo do sucesso alheio.

Em contrapartida, quando Thiago fala da cobertura da midia, ou da grande midia como prefirir, começa o maior delirio dele na minha opinião. A midia de massa não esta nem ai para o metal a anos ou até decadas e isso não é privilégio apenas da cena nacional, não vejo bandas de metal frequentar midia de nenhum país no mundo e sendo assim aqui no Brasil não seria diferente.

Outro ponto que discordo no texto é a parte de “Todos os dias de minha vida, acordei, saí da cama e fiz algo pelo heavy metal”, por mais que nós banguers encaremos o Heavy Metal quase que como uma religião o discurso martir de se sacrificar não me agrada. Fazemos as coisas pelo metal, seja quem tem banda ou zine, ou selo/produtoras, por prazer. Se não gostassemos de fazer não fariamos e sendo assim não é uma luta ou sacrificio que possamos nos glorificar.

Contudo o que mais me chama atenção nessa frase é que se você Thiago, levantou todos os dias de sua vida pelo metal nacional, gostaria de saber o que de fato fez. Muitos (não somente você) acreditam estar lutando pela cena simplesmente pelo fato de fazer parte de uma banda mas isso não diz nada. Quem tem banda ajuda somente a si mesmo, a sua própria banda, para lutar pela cena é preciso mais que isso, é necessário ser mais altruista e ajudar a todos promovendo eventos, bandas, e com certeza fazer algo além de simplesmente um texto de revolta. Reclamar é muito facil, vemos diariamente protestos nas principais avenidas no pais pelos mais diversos motivos mas como ninguém faz nada alem da baderna das passeatas as coisas não mudam.

Para exemplificar, cito alguns casos, obviamente não todos, de gente que luta pela cena aqui no Brasil: Red Front que esta lançando a coletânea Metal Front (link ao lado), Luis Carlosque alem de ser vocalista do grande Vulcano também leva o selo Violent Records a frente revelando grandes nomes da cena underground,o camarada Fabio da banda Sadsy que também toca o selo TornHate Records, também promovendo bandas brazucas e por fim o Ed e a Monica, que lideram a radio Metal Militia que  promove inumeras bandas do underground nacional atraves de entrevistas ou da exposição de suas musicas durante a programação sem cobrar 1 real de ninguem.

Para fechar existe um ponto, talves o item mais importante, que foi esquecido no texto ou manifesto. Essa revolução precisa partir daqueles que lideram o metal nacional hoje, ou seja, as grandes bandas (Angra, Sepultura, Krisiun, Korzus, Shaman, Hangar, etc). Se essas se unissem a favor do Metal Nacional, promovendo eventos, ajudando novas bandas ou as chamando para abertura de seus show todos os banguers teriam um grande exemplo, muito mais palpavel, e por se tratar dos grandes pileras da cena fatalmente muitos seguiriam seus passos. Mas hoje o que acontece é uma realidade muito diferente e que ninguem gosta de falar muito. Os grandes nomes de nossa cena, falando de forma genérica, se preocupam unica e exclusivamente com eles mesmos chegando até ao absurdo de cobrar a abertura de seus shows para bandas em inicio de carreira ou então participando de eventos de bandas covers mas nunca de eventos com bandas do underground, ou seja, quem deveria dar o exemplo não da e eu particularmente desconfio que em muitos os casos seja até por medo, medo de aparecer grandes bandas que roubariam o espaço destes que hoje são grandes.

Enfim, este é um tema polemico e apaixonante e com certeza não conseguirei abordar todas as variaveis dele aqui, precisaria de um livro.

 Sendo assim gostaria de deixar o convite para você Tiago Bianchi para participar de nosso programa na radio Metal Militia.

Sei que você já foi chamado algumas vezes mas não foi possivel a participação, mas estamos de portas abertas não só a vocês mas para todos aqueles que fazem a cena nacional.

abraço,
Chefe

Brasil Heavy Metal

Posted in Generico with tags , on October 15, 2010 by Chefe

Hail Headbanguers do Metal Militia!

Estou aqui para comentar não uma grande iniciativa, mas sim uma iniciativa G I G A N T E S C A, que é esse filme que contará a história do Metal no Brasil.

Acho essa idéia de grande importância pois nós como brasileiro sempre sofremos da sindrome de vira-lata, que somos inferiores, não temos histórias e etc. Coloque isso na conta do noss underground enfraquecido, de um pais do tamanho do nosso revelar menos bandas que a Polônia , bem menor que o nosso e o aumento desenfreado das bandas covers. A quem irá falar que a Polônia não tem axé, forró, sertaneja e por isso o metal faz mais sucesso…. porém acredito que eles tambem tenham a sua musica popular e que essa não é metal!

Com uma idéia dessas, finalmente teremos a História do Heavy Metal no Brasil, algo para nos mostrar o quão produtivos fomos e nos motivar a continuar essa hitória e ai quem sabe valorizar as bandas daqui. O filme almeja mostrar o inicio do metal no Brasil, os anos 80 tão falados. Vai mostrar como as coisas era, o que continua, o que melhorou, o que piorou… enfim nos dará uma identidade.

Recentemente foi apresentado o Clipe Oficial, com a música tema do filme. Deve ter dado bastante trabalho juntar todo aquele povo pra cantar o mesmo som e só por isso estou botando uma fé que o filme terá uma grande qualidade.

Para ver, acesse o link: www.brasilheavymetal.com

Estou no aguardo desse documentário e espero que seja um divisor de aguas na rica história do Metal Brasileiro.

abraço,
Chefe