Archive for the Entrevistas Category

W:O:A Metal Battle – Deventter

Posted in Entrevistas with tags on July 1, 2010 by Chefe

Hail Headbanguers do Metal Militia!

De volta as entrevistas….. na verdade a entrevista abaixo esta atrasada, é da serie de bandas que foram finalistas do Wacken Metal Battle, contudo devido a problemas de comunicação entre eu e eles acabou chegando só agora.

Porém o mais importante é saber o que a banda pense, independente do evento ao qual esta vinculada.

Hoje a entrevista é com a banda paulista Deventter que toca Heavy Metal Progressivo ou Prog Metal, como cada um preferir. Segundo o Ed Rodrigues (também da radio Metal Militia) a banda tem tudo para se tornar o sucessor do Dream Theater, por isso se você curte o estilo não deixe de ouvir o som dos caras: www.myspace.com/deventter.

Quem respondeu a entrevista foi o baixista (portanto parceiro de instrumento) Leonardo Milani, que nos conta como foi a participação da banda na seletiva e dos planos pro futuro:

1.) Primeiramente gostaria de agradecer a vocês do Deventter pela participação aqui nesta entrevista e parabéns pela vitória na primeira seletiva do Wacken Metal Battle.

Leonardo Milani: Muito obrigado! Obviamente o agradecimento vale para vocês, por terem nos dado mais essa oportunidade!

2.) Cada vez mais cedo as bandas hoje procuram mostrar seus som fora do país, muitas vezes antes mesmo de ter um album completo, só tendo um EP ou Demo. Na opinião do Deventter podemos considerar essa busca das bandas do nosso underground por um espaço lá fora como um reflexo da falta de apoio ao nosso underground?

Leonardo Milani: Sem dúvida! Mas eu defendo a tese de que isso não é exatamente um sinal de má vontade da comunidade ou algo assim. O problema, na minha opinião, é que esse tipo de música (metal/rock pesado e derivados), por ser um gênero “importado”, não tem tantos seguidores como as tipicamente brasileiras. Por isso, esses estilos acabam não tendo um mercado muito grande no Brasil, que inclusive é um país no qual o poder aquisitivo da maioria das pessoas não permite o luxo de comprar diversos álbums ou ir em muitos shows. Sabendo disso, a maioria das bandas mais pesadas entende, com certa razão, que as chances de obter algum reconhecimento no exterior, ou mesmo fontes de rendimento, são muito superiores do que as que se teria por aqui. Como sempre, o problema está muito além do que parece ser em primeira análise…

3.) Como vocês se prepararam para a apresentação na seletiva regional, apenas mais um show ou tiveram algo especial? e para a final como será?

Leonardo Milani: Só podemos falar que precisamos de um porco gordo e um tablete de manteiga… O resto é segredo! Piadas à parte, nós preparamos um set curto e pesado, e ensaiamos como sempre vinhamos ensaiando. Por ser uma apresentação de 30 minutos por banda, o que é plenamente justificado num evento desses, não temos tanto espaço para inovar ou preparar algo muito diferente do que costumamos fazer. Se passarmos para a final, provavelmente continuaremos com a mesma filosofia.

4.) Caso o Deventter se sagre vencedor e vá a Alemanha com direito a apresentação no maior festival de Metal do mundo e ainda com a gravação/lançamento de um álbum via Wacken Records, como a banda vê a “vida” após esse prêmio?

Leonardo Milani: Nossa, essa pergunta é complicada, pra começar porque não gostamos muito de pensar que já ganhamos o festival. Com certeza o jeito da banda de funcionar será ligeiramente diferente, mas é difícil de apontar exatamente o que. Nosso método de composição não mudará, e dificilmente nossa política de ensaios ou de shows sofrerá grandes alterações. Obviamente, caso chegarmos lá, nós tentaremos fazer o melhor possível para subir mais um degrau em nossa carreira, e nos esforçaremos para continuar crescendo a partir de então. Falar mais do que isso acho que seria dar uma passo além da perna.

5.) Existe a vontade, ou talvez esperança, dos integrantes do Deventter conseguirem viver exclusivamente do som da banda?

Leonardo Milani: Vontade é o que não nos falta! Mas temos plena consciência que muito provavelmente isso não é possível aqui no Brasil

6.) Na opinião de vocês seria viável a realização de um festival no modelo do Wackenno Brasil?

Leonardo Milani: Modelo de festival de metal a céu aberto? Claro! Isso é exatamente o que o Roça n’ Roll (festival de metal a céu aberto organizado em Varginha/MG) pretende fazer, e consegue com grande sucesso. Nós tocamos lá há alguns anos, e sem dúvida é um evento muito importante para a cena, sem contar que é muito divertido! Temos também outros festivais como o já conhecido Maquinaria, aqui em São Paulo, e futuramente o Woodstock, em Itú, que apesar de não serem voltados ao metal, são muito bons para a cena do rock em geral. Agora, no mesmo porte e grandeza que o Wacken, aí fica mais complicado…

7.) Em nome do Metal Militia gostaria de agradecer a participação de vocês mais uma vez e deixar as portas da radio abertas a todos do Deventter. Também deixo essaultima parte para o recado final da banda.

Leonardo Milani: Muito obrigado de novo! Um agradecimento a todos os leitores também, muito rock n’ roll para todos vocês! Aos interessados, segue o nosso MySpace: www.myspace.com/deventter !

É isso ae, agora creio ter terminado essa serie de entrevistas, contudo em breve teremos outras aqui com bandas do nosso underground contando um pouco sobre a luta que enfrentam

abraço,
Chefe

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W:O:A Metal Battle – Final

Posted in Entrevistas with tags on June 2, 2010 by Chefe

Hail Headbanguers do Metal Militia!

Bom volto aqui para então fechar a sequencia de entrevistas com as bandas finalistas do Wacken Metal Battle Brazil 2010.

Importante falar que tentei contato com todas as vencedoras das seletivas regionais, porém nem todas responderam ao convite, não sei se receberam o contato, por isso fica o convite ainda de pé caso vejam o convite só agora. E também, claro, gostaria de agradecer a todas as que responderam a entrevista (para ler clique aqui).

Para quem acompanhou deve estar falando que eu sou um baita dum preguiçoso por ter feito a mesma pergunta para todas as bandas, mas na verdade é que existe uma idéia por traz disso, nada de preguiça hehehe. O intuito era comparar (não para saber quem é a melhor) as idéias e aspirações das bandas de Metal dos mais variados cantos do país e nisso creio que tenha obtido o sucesso.

Podemos observar nas entrevistas que por mais distantes fisicamente elas tenham uma das outras, ou por mais distantes sejam musicalmente (dentro das variaveis do Heavy Metal), pudemos notar que todas ainda tem muita esperança dentro do estilo, de seguir as vidas como músicos e headbanguers, apesar de uma grande descrença na cena nacional. Porém o ponto mais positivo é que todas elas alem de se mostrarem muito profissionais (sem serem comerciais) e mostram um tesão pelo som que fazem absurda, sem discursos falsos ou bairrismo de estilo idiotas.

Enfim, parabens a todas e creio que se a cada ano tivermos bandas pensando assim, mesmo com somente 1 saindo vencedora, podemos continuar sonhando com tempos melhores na cena nacional. Afinal, não é possível um pais do tamanho do pais, com a quantidade de bandas que temos (só de bandas que temos no Metal Militia são mais de 250), termos apenas 4 ou 5 grandes representantes brasileiros no metal.

É isso ae banguers, continuem na luta!

abraço,
Chefe

W:O:A Metal Battle – Khrophus

Posted in Entrevistas with tags , on May 22, 2010 by Chefe

Hail Headbanguers do Metal Militia!

Mais uma entrevista da série Wacken Metal Battle. Agora com a excelente e brutal banda Khrophus de Florianópolis, que apesar de não terem vencido a seletiva já estão com as malas prontas para uma tour pelos EUA e Europa, como nos conta o vocalista/baixista da banda:

1.) Primeiramente gostaria de agradecer a vocês do Khrophus pela participação aqui nesta entrevista.

Alex Pazetto: Nós é que agradecemos, fera. É sempre uma grande honra.

2.) Cada vez mais cedo as bandas hoje procuram mostrar seus som fora do país, muitas vezes antes mesmo de ter um album completo, só tendo um EP ou Demo. Na opinião do Khrophus podemos considerar essa busca das bandas do nosso underground por um espaço lá fora como um reflexo da falta de apoio ao nosso underground?

Alex Pazetto: Acredito que sim. Infelizmente o cenário Metal do Brasil ainda não é suficientemente maduro, e um dos motivos é aquele pensamento antigo de que “se os gringos gostaram, então eu também posso gostar porque é bom”. O Brasil oferece uma vastidão de ótimas bandas de Metal, e muitas com altíssimo nível técnico e profissional. Porém, pra dar certo, falta o grande público enxergar isso, e principalmente deixar de ir pelo gosto dos outros.

3.) Como vocês se prepararam para as apresentações nas seletivas, apenas mais um show ou tiveram algo especial?

Alex Pazetto: A diferença foi o tempo reduzido de repertório (apenas 30 minutos), e a correria pra montar o palco em apenas 15 minutos. Eram regras do evento, e nós nos preparamos especialmente pra essa situação.

4.) Caso o Khrophus tivesse vencido e fosse a Alemanha para se apresentar no Wacken e ainda gravar um album via Wacken Records, como a banda acha que seria a “vida” após esse prêmio?

Alex Pazetto: Com certeza seria muito bom ter ganho o Metal Battle, e era pra isso que estávamos lá. Mas é bom deixar claro que nós não fomos participar como se fosse a única alternativa para a Khrophus crescer. Temos uma turnê na Europa e uma nos EUA marcada, então nós já teremos a oportunidade de apresentar o nosso trabalho fora do Brasil. O Wacken seria apenas uma alavanca para acelerar o crescimento da banda, e seria muito bem vindo, mas estávamos conscientes de que não seria fácil. Aproveitando a oportunidade, em nome da Khrophus eu quero parabenizar a banda Cangaço pela excelente vitória, e desejá-los muito sucesso. Além de uma grande banda, são ótimas pessoas, e já os consideramos amigos. Mereceram ganhar!

5.) Existe a vontade, ou talvez esperança, dos integrantes do Khrophus conseguirem viver exclusivamente do som da banda?

Alex Pazetto: Bom, eu sempre gosto de dizer que na Khrophus existe a certeza e o trabalho duro pra que isso se concretize. O que mais gostamos de fazer na vida é tocar death metal, e damos o nosso sangue pra podermos, um dia, viver fazendo isso. Não estamos nessa pra brincar de banda, a parada é séria.

6.) Na opinião de vocês seria viável a realização de um festival no modelo do Khrophus no Brasil?

Alex Pazetto: Acredito que no Brasil, o melhor caminho pros produtores não levarem prejuízos com shows é dar uma misturada. Metal é Metal, e não vejo por que isolar este ou aquele sub-gênero dos outros. Por isso, acredito que é bem mais viável promover um evento com bandas de sub-gêneros distintos dentro do Metal.

7.) Em nome do Metal Militia gostaria de agradecer a participação de vocês mais uma vez e deixar as portas da radio abertas a todos do Khrophus. Também deixo essa ultima parte para o recado final da banda.

Alex Pazetto: Agradecemos muito pela oportunidade desta entrevista, e também o parabenizamos pelo ótimo trabalho junto ao underground nacional. A todos os que quiserem conhecer ou ficar por dentro das novidades da Khrophus, acessem o nosso site/myspace: http://www.myspace.com/khrophus

Obrigado!

Como já disse o Alex, pra galera que curte um Death Metal não deixe de acessar o myspace do Khrophus: www.myspace.com/khrophus

abraço,
Chefe

W:O:A Metal Battle – Greensleeves

Posted in Entrevistas with tags , on May 19, 2010 by Chefe

Hail Headbanguers do Metal Militia!

Bom após a ressaca dessa segunda devido ao falecimento do Dio, voltamos a programação normal.

É verdade que o Wacken Metal Battle 2010 já acabou, porém ainda não terminei de publicar as entrevistas com as bandas participantes desta edição.

A banda da vez é a Paranaense Greensleeves, que chegou bem longe, mas não levou, contudo tenho certeza que a luta não acaba por causa disso. Vale lembrar também que a entrevista foi feita antes das finais do evento.

Os caras já estão a bastante tempo na estrada, desde 1993 porém tiveram uma pausa de quase uma década, entre 97 e 07 e foi nessa volta que eles lançaram, em 2009, o álbum da banda, chamado The Elephant Truth que tem 23 faixas e conta a jornada mental de um homem em coma.

Quem responde essa entrevista é o vocal da banda Guilherme Nogueira e o guitarrista Cícero Baggio (em época de Copa do Mundo esse sobrenome me traz boas recordações hehehe). Piadas a parte, vamos ao que interessa:

1) Primeiramente gostaria de agradecer a vocês do Greensleeves pela participação aqui nesta entrevista e parabéns pela vitória na primeira seletiva do Wacken Metal Battle.

Guilherme: Obrigado! Agradecemos também a você e toda a equipe do Metal Militia pelo convite.

2.) Cada vez mais cedo as bandas hoje procuram mostrar seu som fora do país, muitas vezes antes mesmo de ter um album completo, só tendo um EP ou Demo. Na opinião do Greensleeves podemos considerar essa busca das bandas do nosso underground por um espaço lá fora como um reflexo da falta de apoio ao nosso underground?

Cícero: Acredito que sim. Como alguns países, especialmente no norte da Europa, têm um mercado de heavy metal bastante desenvolvido, o caminho natural das bandas daqui é também tentar a sorte lá fora.

3.) Como vocês se prepararam para a apresentação na seletiva regional, apenas mais um show ou tiveram algo especial? E para a final como será?

Guilherme: O evento em Curitiba foi muito bacana. Esperamos ter a oportunidade de participar de outros festivais desse porte. Não vejo a hora de dividir o show com as outras bandas e divulgar o nosso trabalho para mais pessoas.

Cicero: No final de 2009 lançamos nosso primeiro disco, The Elephant Truth, e começamos a divulgar. Logo veio a notícia de nossa classificação para a seletiva regional do Metal Battle, então nos preparamos para mostrar o nosso melhor no evento.

4.) Caso o Greensleeves se sagre vencedor e vá a Alemanha com direito a apresentação no maior festival de Metal do mundo e ainda com a gravação/lançamento de um álbum via Wacken Records, como a banda vê a “vida” após esse prêmio?

Guilherme: Certamente conseguiríamos atingir um público bem maior com a nossa música. Também, creio que a vitória da banda no Metal Battle brasileiro nos trará uma série de oportunidades, as quais, se presentes, teremos que aproveitar com vontade, garra e determinação, em respeito não só às outras bandas participantes, mas a todo o underground brasileiro. Aliás, seria uma honra poder representar o país na Alemanha, seguindo os passos de outras grandes bandas que venceram a etapa brasileira do festival nos anos anteriores.  

5.) Existe a vontade, ou talvez esperança, dos integrantes do Greensleeves conseguirem viver exclusivamente do som da banda?

Guilherme: É claro! Mas a realidade torna as coisas bem mais complexas. Creio que isso seja possível para poucas bandas e artistas do meio. O jeito é continuar batalhando!

6.) Na opinião de vocês seria viável a realização de um festival no modelo do Wacken no Brasil?

Cícero: Estive pensando sobre isso durante os dias que antecederam a seletiva regional. Do ponto de vista de logística e geografia é totalmente possível. Um festival desse porte no Brasil, com uma organização bem feita, poderia mesmo entrar para a história.

7.) Em nome do Metal Militia gostaria de agradecer a participação de vocês mais uma vez e deixar as portas da rádio abertas a todos do Greensleeves. Também deixo essa ultima parte para o recado final da banda.

Cícero: Muito obrigado pela oportunidade! Aproveitamos para parabenizar toda a equipe do Metal Militia pelo trabalho que têm sido realizado, muito importante para todas as bandas independentes.

Pra quem ficou curioso e quer ouvir o som dos caras, segue o myspace deles: http://www.myspace.com/greensleevesbrazil.

abraço,
Chefe

W:O:A Metal Battle – WarFx

Posted in Entrevistas with tags , on May 15, 2010 by Chefe

 

Hail Headbanguers do Metal Militia!

Bom a final esta chegando então vamos dar um gás na publicação dessas entrevistas.

A de hoje é com os integrantes do WarFX, banda carioca que irá participar da grande final.

A banda foi formada em 2001 e é bastante influenciada pelas bandas de thrash metal da Bay Area (Megadeth, Testament e Metallica). A banda tem lançado um álbum full, “War Songs” de 2006, e esta preparando um novo trampo para este ano ainda.

Acompanhem abaixo a entrevista com os integrantes do WarFX!

1.) Primeiramente gostaria de agradecer a vocês do WarFX pela participação aqui nesta entrevista e parabéns pela vitória na primeira seletiva do Wacken Metal Battle.

Alex Porto (bateria): Valeu brother, realmente toda a banda ficou muito contente com resultado, dia 12 de maio vamo que vamo tentar uma vaga na final.

Hugo Navia (vocal): Cara, nós é que agradecemos pela oportunidade e o W:O:A Metal Battle deste ano está sendo excelente! Não esperávamos participar da seletiva carioca deste ano e vencer foi uma alegria maior ainda, ficamos muito felizes sem dúvida.

2.) Cada vez mais cedo as bandas hoje procuram mostrar seu som fora do país, muitas vezes antes mesmo de ter um album completo, só tendo um EP ou Demo. Na opinião do WarFX podemos considerar essa busca das bandas do nosso underground por um espaço lá fora como um reflexo da falta de apoio ao nosso underground?

Hugo Navia (vocal): Eu acho que esse comportamento ocorre por dois motivos: Facilidade e necessidade: Com o advento de novas tecnologias aplicáveis à produção musical nos últimos anos, tornou-se muito fácil pra qualquer pessoa com um mínimo de conhecimento e interesse, gravar e produzir suas músicas de maneira quase caseira, com um resultado razoável e relativamente pouco investimento em equipamentos. Isso criou uma forma de divulgação que era impensável para as bandas underground há 10, 15 anos atrás. A popularização da internet também mudou o formato dessa divulgação; ao invés de gravar uma “fita demo” ou um cd no estúdio, prensar cópias, fazer contatos, mandar cd pelo correio e etc; o cara agora pode gravar uma faixa hoje, outra amanhã, outra depois e vai divulgando isso na net, de forma que qualquer pessoa do mundo possa ouvir.

Quanto a buscar o mercado exterior, bem… acho que esse é o desejo de qualquer banda que tem a intenção de se levar a sério, pois só lá fora ainda existe algum “mercado” para bandas de metal. Aqui no Brasil não se ganha dinheiro com isso, ainda que as bandas invistam em instrumentos e outras coisas, banda underground não recebe nem cachê pra tocar em um show, então com o tempo tudo acaba virando uma brincadeira muito cara, onde só continuam “brincando” aqueles que tem muito prazer e se divertem muito em fazer aquilo e aqueles que eventualmente desejam se profissionalizar e viver disso realmente, e pra conseguir isso só indo pra fora do Brasil.

Felipe Lima (guitarra): Cara, o Brasil tem excelentes bandas, bons festivais, muita gente que curte o estilo. Apesar de achar que falta um pouco mais de estrutura, organização, acho que já foi muito pior. A internet é democrática e é uma espécie de válvula de escape para as bandas que fazem música de verdade. Coisas como Myspace e Youtube são revolucionárias e “encurtaram” a distância que existia das bandas daqui com outros países.

Alex Porto (bateria): Na verdade acho que é um pouco disso sim e também mesmo com uma concorrência grande lá fora o  espaço e retorno dado para as bandas é bem maior, é normal que as bandas busquem um mercado mais voltado para o seu som, ainda mais que “preferência musical”  no Brasil é por outras merdas que não me atrevo a considerar estilo e prefiro nem comentar…(risos)

3.) Como vocês se prepararam para a apresentação na seletiva regional, apenas mais um show ou tiveram algo especial? e para a final como será?

Hugo Navia (vocal): O repertório é o de sempre, só tivemos que limar uma ou duas músicas por causa do tempo de show. Estamos tentando manter um ritmo constante de ensaios…

Felipe Lima (guitarra): Estávamos compondo músicas para o novo cd, porém assim que soubemos que estávamos na seletiva do Rio, passamos a ensaiar para o show, acertando alguns detalhes como backing vocals, convenções, dobras de guitarra… E agora, continuamos ensaiando, ensaiando…(risos). Não tem mistério, é ensaio atrás de ensaio.

Jean Porto (baixo): Temos ensaiado semanalmente, embora tenhamos compromissos diários, não há como deixar de ensaiar e muito menos deixar pra outra hora, desde que soubemos da participação no Metal Battle tem sido assim, e agora nesta próxima fase, estamos mais animados ainda.

4.) Caso o WarFX se sagre vencedor e vá a Alemanha com direito a apresentação no maior festival de Metal do mundo e ainda com a gravação/lançamento de um album via Wacken Records, como a banda vê a “vida” após esse prêmio?
 
Alex Porto (bateria): Seria com certeza seria a realização de um sonho que vem lá dos meus tempo de criança…hahaha….quantas vezes sonhamos com uma coisa dessas, tocar num mesmo evento com Iron Maiden e outras feras , mas vamos por partes, a final tá aí  e é claro que estamos trabalhando pra isso e com certeza teremos ótimas bandas concorrendo conosco o que valorizaria ainda mais uma possível conquista.

Hugo Navia (vocal): Eu acho que é muito cedo pra pensar sobre isso… Claro, seria um sonho realizado! Mas tento não ficar pensando muito à frente… como eu disse antes; eu já fiquei muito feliz só de ter a oportunidade de participar do Metal Battle e alcançar uma gama maior de público com isso… o que vier daqui pra frente é um grande lucro. Existem outras ótimas bandas concorrendo e o importante é fazermos o melhor show que conseguirmos, e se vencermos será porque nos esforçamos o suficiente para merecer isso!

5.) Existe a vontade, ou talvez esperança, dos integrantes da WarFX conseguirem viver exclusivamente do som da banda?

Hugo Navia (vocal): A vontade sempre existe, mas todos têm suas vidas profissionais fora da banda, e aqui no Brasil é complexo, quase impossível, mas lá fora… quem sabe?

Felipe Lima (guitarra): É, quem sabe? Acho que, no caso de qualquer trabalho autoral, seja metal ou não, é muito difícil viver exclusivamente do som banda, pelo menos durante um período. Os integrantes das bandas possuem empregos paralelos. Porém, se as coisas acontecerem, todo esforço valerá a pena, pois a maior ambição do ser humano é ganhar a vida fazendo o que gosta. E, de vez em quando, você ainda pode beber durante o trabalho, quem não quer? hehehe

6.) Na opinião de vocês seria viável a realização de um festival no modelo do Wacken no Brasil?

Felipe Lima (guitarra): Sem dúvida! Inclusive há alguns anos que a organização do Wacken fala em realizar o Wacken Rocks Brazil. Além do mais, toda e qualquer banda de Metal do planeta vem ao Brasil, tocando em várias cidades.

7.) Em nome do Metal Militia gostaria de agradecer a participação de vocês mais uma vez e deixar as portas da radio abertas a todos do WarFX. Também deixo essa ultima parte para o recado final da banda.
 
Alex Porto (bateria): Agradecemos à toda equipe da Metal Militia, valeu mesmo por fortalecer as bandas no programa, seja tocando suas musicas ou divulgando eventos das mesmas, abraço e Metal na veia!

Felipe Lima (guitarra): Valeu, obrigado a todos da Metal Militia. Continuem detonando!

Hugo Navia (vocal): Cara, nós é que agradecemos, continuem detonando aí! Um grande obrigado também pra galera que vem nos apoiando!

Jean Porto (baixo): Obrigado pela força que vocês dão ao WARFX e ao Metal no Brasil, um forte abraço galera, continuem detonando!

 Pra quem quiser conhecer melhor a banda e  principalmente o som dos caras, ta ai o site dos caras, alias muito bem feito:  http://www.warfx.com.br

W:O:A Metal Battle – Ace 4 Trays

Posted in Entrevistas on May 13, 2010 by Chefe

Hail Headbanguers do Metal Militia!

Trago a vocês hoje a entrevista com a banda paulista Ace 4 Trays de São Paulo. Infelizmente na semi-final realizada ontem (quarta-feira dia 12/05) eles não passaram para a final no domingão. Porém isso não tira de forma alguma o mérito dessa competente banda.

Importante falar também que essa entrevista foi feita antes dessa data e que o valido é comparar as diversas maneiras das bandas de cada canto do pais pensam a respeito da nossa cena.

O quinteto paulista formou o Ace 4 Trays em 2007 e um ano após lançou seu primeiro trabalho, o EP que leva o nome da band. Após ótimo retorno do publico e da mídia especializada eles trazem a nós o álbum debut, “Roll the Dice“, lançado no final do ano passado.

 Vamos com eles….

 1.) Primeiramente gostaria de agradecer a vocês do Ace 4 Trays pela participação aqui nesta entrevista e parabéns pela vitória na primeira seletiva do Wacken Metal Battle.

Nós que agradecemos mais uma vez ao Metal Militia pelo espaço! Pra gente é sempre um prazer participar da rádio!
 
2.) Cada vez mais cedo as bandas hoje procuram mostrar seus som fora do país, muitas vezes antes mesmo de ter um album completo, só tendo um EP ou Demo. Na opinião do Ace 4 Trays podemos considerar essa busca das bandas do nosso underground por um espaço lá fora como um reflexo da falta de apoio ao nosso underground?

Com toda certeza. A maioria da mídia envolvida na cena dá preferência ao estilo da vez, ao o que tá na moda e que lhe oferece mais chance de receber um retorno financeiro imediato. Acabou aquela visão “romântica” dos produtores trabalharem para descobrir bandas novas de som pesado, que podem ter projeção nacional e internacional. Ninguém acredita que possa surgir um novo Sepultura. Então com o uso da internet e das milhares de ferramentas que existem para divulgar seus trabalhos, as bandas correm por si só, até com mais chance de fazer acontecer suas oportunidades do que se estivessem presos a alguma gravadora. No underground só sobrevive quem realmente acredita e leva a sério o seu trabalho.  
 
3.) Como vocês se prepararam para a apresentação na seletiva regional, apenas mais um show ou tiveram algo especial? e para a final como será?

Encaramos como se fosse o show de nossas vidas. Nós nos concentramos muito em fazer o melhor show que pudéssemos e com esse espírito fomos ao Manifesto. Com humildade sempre, a gente procurou mostrar nosso potencial, e foi muito bacana sair com a vaga para a semifinal tocando ao lado de tantas bandas boas. Para a semifinal estamos focados em novamente fazer um show especial e lutar para merecermos ir ao Wacken Open Air, que é o nosso sonho. Sabemos que há muito trabalho pela frente, mas a gente acredita na nossa música.  
 
4.) Caso o Ace 4 Trays se sagre vencedor e vá a Alemanha com direito a apresentação no maior festival de Metal do mundo e ainda com a gravação/lançamento de um album via Wacken Records, como a banda vê a “vida” após esse prêmio?

Nós enchergamos uma grande oportunidade de popularizar mais o som da banda, que é sempre a nossa meta. Com certeza quem ganhar o Wacken Metal Battle terá várias portas abertas pelo caminho, e estamos para lutando por isso.
 
5.) Existe a vontade, ou talvez esperança, dos integrantes da Ace 4 Trays conseguirem viver exclusivamente do som da banda?

Temos esperança sim, mas somos muito “pé no chão”. Vivemos num país onde o Heavy Metal não faz parte da cultura popular, cantamos em inglês, então sabemos das dificuldades que o estilo nos impõe. Mas ao mesmo tempo vemos a música como uma linguagem universal, e quem sabe será preciso se tornar popular lá fora para depois ser popular aqui? Só o tempo dirá.   
 
6.) Na opinião de vocês seria viável a realização de um festival no modelo do Wacken no Brasil?

Sim, muito viável. Os headbangers brasileiros são os mais fiéis do mundo, viramos rota obrigatória de turnês de várias bandas, e tá mais que na hora de voltarmos a ter grandes festivais como foram os Philips Monsters Of Rock, Hollywood Rock, Live ‘N’ Louder, etc. Tomara que o Wacken Brasil role e vire tradição por aqui. 
 
7.) Em nome do Metal Militia gostaria de agradecer a participação de vocês mais uma vez e deixar as portas da radio abertas a todos do Ace 4 Trays. Também deixo essa ultima parte para o recado final da banda.

Mais uma vez, muito obrigado a todos do Metal Militia, que sempre ajudaram o Ace 4 Trays, antes mesmo de lançarmos nosso CD. Nós admiramos o trabalho de vocês porque sabemos que é feito por pessoas que realmente entendem e têm amor pelo Rock N’ Roll, que acreditam e dão espaço sempre às bandas brasileiras. Um grande abraço a todo mundo que acompanha o Ace, que torce pela gente. Sem vocês nosso trabalho não teria sentido! Abraços a todos!

Pra quem quiser conhecer melhor a banda e  principalmente o som dos caras, ta ai o myspace deles: http://www.myspace.com/ace4trays

abraço,
Chefe

W:O:A Metal Battle – Tierramystica

Posted in Entrevistas with tags , on May 11, 2010 by Chefe

Hail Headbanguers do Metal Militia!

Semana movimentada aqui no blog, semana decisiva no Wacken Metal Battle, provável set list do Napalm Death e Suffocation e ainda quero meter um pouco mais a porrada no Manowar hehehe.

Mas hoje trago a vocês a segunda banda que respondeu a entrevista para este blog que foram os gaúchos do “Tierramystica”, vencedora da eliminatória do RS/ Porto Alegre.

A banda apesar de nova, formada no inicio de 2008, esbanja maturidade tendo já aberto show de diversas bandas de peso como Scorpions, Nightwish, Symphony X, Shaman, Angra, Sepultura.

Como vocês perceberão os caras tem muito orgulho em serem da américa latina e se for mais além e entrar no myspace deles (www.myspace.com/tierramystica) perceberá que esse orgulho não se restringe a idealismo ou letras, muito do que rola na música tem influência dos ritmos latinos, no bom sentido é claro hehe.

Quem respondeu as perguntas foi um dos membros-fundadores da banda, o guitarrista Fabiano Muller, confiram:

1.) Primeiramente gostaria de agradecer a vocês do Tierramystica pela participação aqui nesta entrevista e parabéns pela vitória na primeira seletiva do Wacken Metal Battle.

Obrigado. Nós é que agradecemos o espaço.

2.) Cada vez mais cedo as bandas hoje procuram mostrar seus som fora do país, muitas vezes antes mesmo de ter um album completo, só tendo um EP ou Demo. Na opinião do Tierramystica podemos considerar essa busca das bandas do nosso underground por um espaço lá fora como um reflexo da falta de apoio ao nosso underground?

Acho que isso depende muito do planejamento de cada banda. O Tierramystica até pela mistura sonora que faz acredita muito na América -latina como um todo, tanto na parte musical/cultural como na parte de público.Queremos tocar na europa, assim como queremos tocar no Brasil, Argentina,Uruguai, Chile etc.As dificuldades existem aqui, na europa na Ásia em todo lugar.Não temos a “ilusão” que na Europa as coisas sejam muito diferentes, ainda mais para uma banda Sul-americana pisando por aquelas terras.Nossa visão é que tocar fora de nosso país é uma conseqüência natural do trabalho e não objetivo principal.

3.) Como vocês se prepararam para a apresentação na seletiva regional, apenas mais um show ou tiveram algo especial? e para a final como será? 

Na seletiva regional viemos de uma série de shows com o Epica(Porto Alegre, Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro) e com o Hangar (Ijuí-RS e Cricíuma-SC) o que nos deu um entrosamento bacana para disputar essa seletiva, com certeza pesou muito tudo isso e pode-se dizer que funcionou como uma “preparação”.Agora para essa semi-final voltaremos aos ensaios novamente pois teremos dois shows na sequência(11/05 Metal Battle-SP   e 14/05-Zeppelin in Concert-Porto Alegre)sendo que ficaremos na expectativa de ir a final dia 16/05 em SP novamente.

4.) Caso o Tierramystica se sagre vencedor e vá a Alemanha com direito a apresentação no maior festival de Metal do mundo e ainda com a gravação/lançamento de um album via Wacken Records, como a banda vê a “vida” após esse prêmio? 

Vamos ver a vida da mesma forma, somos brasileiros e sul-americanos, nos orgulhamos disso e isso está explícíto em nossa música, em nossas atitudes, em função disso não haveria “deslumbramento” digamos assim..Porém obviamente vamos ficar felizes se isso ocorrer(vitória no Battle mundial), pois poderemos levar nossa música para outro continente por meio da Wacken Records e ao vivo no maior evento do metal mundial o Wacken Open Air.

5.) Existe a vontade, ou talvez esperança, dos integrantes da Tierramystica conseguirem viver exclusivamente do som da banda?

O trabalho e o planejamento do Tierramystica sempre foi feito visando essa realidade.

6.) Na opinião de vocês seria viável a realização de um festival no modelo do Wacken no Brasil? 

Na verdade já ocorreram festivais “semelhantes” digamos assim.O próprio Rock in Rio que apesar de um apelo mais popular pode-se dizer que era similar.O público no Brasil é fantástico,um dos maiores e melhores do mundo com certeza.Não é a toa que os europeus vem gravar DVDs aqui.Então tenho convicção que não somente seria possível como também seria algo inesquecível para o metal mundial se isso ocorresse.

 7.) Em nome do Metal Militia gostaria de agradecer a participação de vocês mais uma vez e deixar as portas da radio abertas a todos do Tierramystica. Também deixo essa ultima parte para o recado final da banda. 

 Um muito obrigado a equipe do Metal Militia em especial ao Alexandre que nos cedeu esse espaço.Aos fans deixamos nossos sinceros agradecimentos por todo carinho que nos deram nas diversas cidades por onde passamos até agora, nosso CD “A New Horizon” está saindo em maio  recheado da fusão Metal/ Latino que tanto nos orgulhamos.Contamos com a presença de vocês em nossos shows, myspace, orkut, twitter etc. 

Viva a América do Sul!

Que Inti ilumine a todos!  

Para quem curtiu a entrevista e ainda não conhece a banda, seguem os contatos do Tierramystica: shows:manager@tierramystica.com / www.tierramystica.com / www.myspace.com/tierramystica

 abraço,
Chefe